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A_Partial_Synthesis_of_the_Urantia_Book_073104_Frederico_Abbott

Uma_Sntese_Parcial_do_Livro_de_Urntia_310304_Frederico_Abbott

Uma Sntese Parcial do "Livro de Urntia"

Frederico Abbott Galvo

Introduo

A Criao Divina muito mais grandiosa e bela do que j revelou qualquer uma de nossas religies evolutivas. E o passado de nossa civilizao tambm muito mais rico e herico (embora s vezes trgico) do que j registraram nossos historiadores ou paleoantroplogos no-revelados.

Enquanto a astronomia contempornea perscruta os cus procurando saber se h outros no cosmos, nossa histria data em 3.000 A .C. a mais antiga escrita da Terra (a sumria). Pois no "Livro de Urntia" (Urntia a Terra), uma Revelao Divina de 1955, aprendemos que apenas no universo de Cristo Micael j havia 3.840.101 planetas habitados quando ele se encarnou como Jesus de Nazar - "A casa de meu Pai tem muitas moradas". No Livro aprendemos tambm que h 500.000 anos (!) j estava sendo ensinado aos homens primitivos de ento, na Mesopotmia, o primeiro alfabeto de Urntia - o segundo foi h 38 mil anos, no Jardim do den. O 1̊ casal humano evolutivo surgiu no Oeste da ndia e ainda hoje buscamos explicar-nos como originrios da frica. Um bonito paralelo, contudo, que comeamos a explorar o espao, enquanto o Pai j constri no espao exterior de Sua majestosa Criao e nos informa sobre isso.

Nossa evoluo como planeta normal foi complicada pela rebelio de Lcifer, Satans, Belzebu e Caligstia (s vezes confundidos como um s, ou desconhecido como o ltimo) e pela falha inicial de Ado e Eva, nossos Filhos Materiais Descendentes, ingratamente negados pelos que desconhecem seu herosmo reabilitante na saga do Segundo Jardim, na Mesopotmia, a partir do qual se desenvolveram as primeiras civilizaes registradas na histria.

A Revelao

Com cerca de 2.100 pginas, essa Quinta Revelao de poca vem sendo editada nos Estados Unidos desde 1955. Ela foi redigida por 24 personalidades celestiais especialmente comissionadas. Em seus 196 documentos esto descritas a Divindade e a evoluo de toda a Criao, desde a Ilha do Paraso e os mundos perfeitos de Havona, at alm dos 7 super-universos do tempo-espao, cada um deles com 100.000 universos locais. No stimo super-universo (Orvnton, uma elipse com 500 mil anos-luz de dimetro maior) encontra-se o nosso Universo de Nbadon, governado por Cristo Micael (Filho Criador Maior Micael de Nbadon) e pela Ministra Divina de Slvington (Nebadnia, filha do Esprito Infinito), com o auxlio de seu primognito Gabriel de Slvington. As 700 pginas finais do Livro relatam, ano a ano, a vida completa de Cristo entre ns (que no ser sintetizada aqui), a religio viva. A Fundao Urntia mantm em andamento um processo com um autor norte-americano que publicou parte as 700 pginas da biografia de Jesus, pois a Revelao um texto inviolvel e ntegro, protegido pelos direitos autorais da Fundao.

Os 196 documentos que compem o Livro de Urntia foram transmitidos, "por mtodos autorizados superiormente", a uma Comisso Humana de Contato com seis membros, que trabalharam com um grupo varivel de 486 cidados de diversas profisses em Chicago, Illinois. A laboriosa compilao das transmisses, feita aos domingos e em sigilo, entre as dcadas de 1920 e 1950, foi coordenada pelo Dr. William Samuel Sadler, por muitos considerado o pai da psiquiatria norte-americana. Constituda em 1950 para disseminar a Revelao, a Fundao Urntia j divulgou 600 mil cpias e tem ultimamente vendido a obra a um ritmo de 30.000 exemplares por ano - um tero em espanhol. Os editores pretendem tornar a Revelao acessvel a todos os povos da Terra. Alm da original em ingls j existem edies em coreano, espanhol, finlands, francs, holands e russo, que podem ser obtidas pela internet (www.urantia.book ou www.urantia.org), ao preo de US$ 34.00. Esto adiantadas mais cinco tradues e nove outras iniciadas. Um brasileiro fez em So Paulo a traduo para o portugus, que j est disponvel em CD-ROM, por US$ 14.95 e dever ser publicada como livro to logo obtidos os necessrios R$ 33.000,00 para a primeira edio de mil exemplares.

O Ritmo da Assimilao

poltica da Fundao Urntia evitar a publicidade aberta, de modo a deixar que o Livro lance razes progressivamente. Isso porque as verdades nele contidas so vlidas para os prximos sculos, no apenas para a nossa gerao; e tambm porque a complexidade de seu contedo, no qual se descreve apenas a parte da Criao que nos concerne, est j no limite de nossas possibilidades de compreenso. Assim se explica o fato de informaes to essenciais e verdadeiras no estarem ainda observavelmente incorporadas s nossas cincias, filosofias e religies. Deus no tem pressa, pois o tempo inexiste no Paraso e a eternidade dita o compasso de Suas aes. Depois de conhec-Lo nessa Revelao, cada leitor utilizar seu livre-arbtrio para praticar individualmente a verdadeira religio, independente de rituais, dogmas, dzimos e dissenses. E diretamente com o Pai, graas a Micael e Ministra Divina, que O representam a Ele, ao Filho e ao Esprito Infinito neste universo local. O escopo desta sntese parcial, aps duas leituras (verses em espanhol e francs) motivar os futuros Leitores a conhecerem no Livro o esplendor da Criao, seu possvel destino espiritual, o verdadeiro passado da Humanidade e a real mensagem de Jesus. Pois nele se contm todos os elementos necessrios para guiar nossa progresso para a Era de Luz e Vida. Cada um de ns Leitores tem alguma responsabilidade nessa evoluo do planeta.

A Teologia do Livro em Resumo

Em relao f, para a salvao da alma no basta uma convico lgica ou sagrada emoo: necessria a sua prtica na vida diria, amando-se a Deus acima de tudo e ao prximo como a si mesmo, por um lado se buscando a perfeio, como convida o Pai e por outro se tendo pacincia, como recomenda Jesus. Todos que sinceramente desejarem a salvao nesses termos podero consegu-la, pois "nosso Deus perdoa generosamente" e Jesus no veio salvar os justos. O livre-arbtrio divino se manifesta no Plano-Mestre da Criao e na realidade que nos circunda. Mas Deus opera de tal forma que nenhuma personalidade celestial pode interferir no livre-arbtrio de cada um de ns, seja qual for o ato que pretendamos praticar. Quando tomamos uma deciso acertada, o Anjo Guardio do Destino tenta proporcionar-nos condies, no plano social, para sua concretizao. O Monitor do Pensamento, por sua vez, a cada noite elabora um curso de ao ideal que nem sempre percorremos no dia seguinte: ele o esprito do Pai dentro de ns, que tambm atua em nossos sonhos, muitas vezes distorcidos pelo crebro. Em contrapartida liberdade, nesta vida temos dois deveres principais: cumprir as obrigaes terrenas de nosso tempo e lugar e construir o destino de nossas almas. Mesmo nas vidas adiante nos dada a escolha de prosseguir no caminho da perfeio ou desistir.

O Pai Eterno Mais Que Esprito a Primeira Fonte e Centro de todas as coisas. Vive na Ilha do Paraso, a maior e nica massa imvel da Criao, de onde dirige todos os acontecimentos com o Filho Eterno e o Esprito Infinito. De l no se pode Ele ausentar devido ao equilbrio que irradia para todos os universos com suas energias mais-que-pessoais, no compartilhadas nem com o Filho. Ao atuar como Supremo, Sptuplo, ltimo ou Absoluto no tempo-espao, o Pai evolui medida que estende sua presena. Tanto no mundo fsico em estabilizao crescente, quanto na proporo da sintonia das criaturas com o seu pensamento. Nesse processo interativo os planetas, sistemas planetrios, constelaes e universos vo atingindo cada um dos quatro estgios de Luz e Vida. Estes so como o Cu na Terra: seres humanos se comportando de forma cada vez mais espiritual.

O Criador nos contacta pelo seu Circuito de Personalidade e est junto a cada um pelo Monitor do Pensamento, um fragmento pr-pessoal dEle mesmo ao lado de nossa mente material, que com ela constri a alma moroncial durante esta primeira vida. Esse Monitor depois se fusiona com a alma e se aperfeioa ao longo de 670 vidas a caminho do Paraso. Aps morrer aqui, vamos do primeiro nvel moroncial (anmico) at o sexto nvel espiritual, em corpo progressivamente mais avanado. Desde que Jesus enviou o Esprito da Verdade em Pentecostes, todos os urantianos de mente normal recebem um Monitor Divino por volta dos seis anos de idade. Mesmo as crianas que morrem antes dessa idade, quando tm potencial de sobrevivncia, so levadas para uma creche nos Mundos de Manses (de aperfeioamento inicial da alma), onde esperam o pai e (ou) a me sobreviventes. O Filho Eterno nos contacta pelo Circuito Espiritual e o Esprito Infinito, pelo Circuito de Mente sempre com o auxlio do Esprito da Verdade. So circuitos energticos que nos enviam os melhores impulsos, nem sempre bem recebidos.O Pai amor, o Filho, misericrdia e o Esprito Infinito, ao.

Uma Explicao da Eternidade

Para possibilitar-nos o entendimento de complexidade inacessvel de outra maneira, os autores explicam que graas ao Filho Eterno, seu Verbo, o Pai superou as limitaes de sua infinidade em eras to remotas da eternidade que ainda no havia registros escritos na Ilha do Paraso (uma pr-histria, como a nossa). Em certo momento posterior o Pai e o Filho, em pensamento conjunto, criaram o Esprito Infinito e estabeleceram a Trindade Suprema. Nessa era comearam os registros escritos e surgiu, em volta do Paraso, o bilho de mundos perfeitos de Havona governados pelos Eternos dos Dias, cada um dos quais com um estilo individual de perfeio. Foi nesses mundos perfeitos que Cristo, Filho Paradisaco da Primeira Ordem (Micael) de Criadores de Universos, n 611.121, completou sua capacitao para dirigir Nbadon com soberania parcial, na qualidade de Filho Criador Menor. Pelo seu nmero na Ordem de Filhos Criadores de Universos podemos observar que ao seu nascimento faltavam iniciar-se, ou se estavam iniciando, 88.879 universos locais para o plano completo dos 7 super-universos.

O Tempo-Espao

A partir do Universo Perfeito Paraso-Havona a Trindade Suprema comeou a criar os 7 super-universos do tempo-espao, que descrevem majestosas elipses concntricas em torno da Ilha Central, no sentido oposto ao dos ponteiros do relgio. Os setores maiores dos super-universos orbitam ao redor das 7 capitais super-universais; os setores menores giram em volta da sede de seu respectivo setor maior; e os universos locais gravitam em torno da capital de seu setor menor, harmoniosamente. As constelaes, os sistemas planetrios e os sistemas solares dos universos locais seguem o mesmo padro. Neles o aperfeioamento dos seres materiais ascendentes como ns um fenmeno lentamente progressivo. At agora nenhum dos super-universos atingiu a Era de Luz e Vida em todos os seus universos locais, constelaes, sistemas planetrios e planetas, como esto destinados ao cabo de sua evoluo. Enquanto isso a Criao avana ainda mais longe, nos trs crculos do espao exterior. Embora desabitados, tais crculos revelam a presena de "uma incrvel ao energtica que aumenta em volume e intensidade por mais de 25 milhes de anos-luz". No espao exterior estariam os domnios do Deus "Absoluto No-Qualificado" e a ele se destinam 95% da gravidade csmica emitida pela Ilha do Paraso..

Cada super-universo tem um Esprito Reitor que lhe define a natureza e trs Ancios dos Dias que lhe determinam a administrao (assim opera Deus o Sptuplo). Os Perfeies dos Dias, em grupos de trs, presidem os governos dos setores maiores dos super-universos. Os Recentes dos Dias, da mesma maneira, dirigem os setores menores. Junto a cada Filho Criador se encontra um Unio dos Dias (como Emanuel, o "irmo mais velho" de quem falou Jesus), na condio de Representante da Trindade. Em cada constelao um Fiel dos Dias trinitrio assessora seus dirigentes Vorondadeques. J os sistemas planetrios e esferas habitadas no contam com seres paradisacos em misso permanente e "esto completamente sob a jurisdio dos seres nativos dos universos locais".

A Gnese da Matria

A matria se origina quando seres paradisacos (os Organizadores da Fora Decanos) induzem uma complexa alterao das freqncias de diferentes energias e foras em conjunto, em dado lugar do espao, originando os gases primordiais. O tempo, por sua vez, passa a existir com o movimento da matria assim criada por eles. Deste modo cria Deus o tempo-espao. Os sis depois formados se cercam de planetas e luas, em alguns dos quais as condies fsicas pouco a pouco tornam possvel a implantao do plasma vital do Pai por outras personalidades celestiais, os Portadores de Vida. Adiante dos trs crculos do espao exterior os autores acreditam que talvez haja uma criao adicional nem a eles revelada, "um universo possvel, de infinidade em constante expanso". Os planetas em nosso estgio de amadurecimento normalmente conhecem o macro-cosmo apenas at o nvel de sua constelao.

Uma Nova Encarnao de Filho Paradisaco

Tivemos o privilgio de ganhar essa Revelao to ampla e entusiasmante porque Cristo Micael se encarnou justamente aqui, dentre todos os planetas de seu Universo. Estamos este ano em nova Fase de Correo para a Era de Luz e Vida. Pois um Filho Magisterial (Avonal) Paradisaco, Monjronson, estar se encarnando na Terra em no muitos meses, com grande equipe, para auxiliar-nos discreta mas poderosamente, sobretudo no progresso espiritual (veja "Anncio Especial", neste site). No sabemos ainda em que pas comear Ele sua misso, mas chegar em meses, no anos. Sua vinda se segue concluso do processo Gabriel x Lcifer, que permitiu o restabelecimento dos circuitos de comunicao cortados durante nossa longa quarentena de 200.000 anos. Foi de Gabriel de Slvington a primeira mensagem oficial, em 29.01.04. Na Internet esto mensagens a ns dirigidas por Monjronson e pelo prprio Micael de Nbadon, transmitidas por meio dos novos e aperfeioados circuitos.

As Novas Possibilidades Espirituais

As mudanas decorrentes do fim da quarentena j podiam ser percebidas pelas pessoas mais espiritualizadas, na qualidade de sua prpria vida interior, desde o ncio deste ano. Esto entre ns muitos voluntrios celestiais de outros planetas, ansiosos por colaborar com quem lhes acolha a presena amiga e experiente. Basta pedir sua ajuda por escrito ou oralmente e dedicar 15 minutos por dia, na mesma hora, busca de contato - na penumbra e sem possibilidade de interrupo, com ambos os ps no cho e voltado (a) para o Sul. convm gravar ou escrever o teor dos contatos. Eles no nos lem os pensamentos, como fazem o Monitor Divino e o Guardio do Destino, mas ajudaro nossa prpria sintonia com ambos. As correes externas na sociedade, por sua vez, sero feitas progressivamente. Convm observar com atenta f e confiana inabalvel o panorama dos acontecimentos necessrios nossa evoluo nesta fase, mesmo que paream assustadores ou incompreensveis.

O Universo Local de Nbadon

Vejamos ento como se formou e foi povoado o nosso universo local; como se d a ascenso das almas; como veio e evoluiu a vida na Terra (h 550 milhes de anos), com seres unicelulares em soluo salina, at o aparecimento do primeiro casal humano ascendente - faz 1 milho de anos; como foi a Cidade Planetria na Mesopotmia (500 mil anos atrs); como se deu a rebelio de Lcifer, Satans, Belzebu e Caligstia (h 200 mil anos); como foi o malogro, aqui, da Cidade Planetria e do Jardim do den (no Oriente do Mediterrneo, h 40 mil anos), justamente os dois ncleos condutores do progresso em todos os planetas normais. O tradutor brasileiro, Luiz Carlos Dolabela Chagas, sintetizou em livro como foi a encarnao de Jesus neste planeta ("Jesus de Nazar Segundo o 'Livro de Urntia'", 300 pginas), onde Ele completou os sete auto-outorgamentos em diferentes ordens de suas criaturas. Ao complet-los comeou a governar seu reino como Filho Criador Maior e estendeu a jurisdio de Deus o Supremo a todo Nbadon.

"Um Filho Criador Menor passa a estruturar e povoar seu universo depois que os Organizadores da Fora Decanos do Paraso efetuam as manipulaes iniciais da fora espacial e das energias primordiais", provocando uma grande exploso - assim se confirma a teoria cosmolgica do "Big Bang" como um fenmeno local genialmente descoberto por nossos cientistas, como se fosse a origem de tudo. No caso de Nbadon tal gnese comeou h 875 bilhes de anos terrestres, aps a seleo de "um setor do espao onde as condies eram favorveis". Setenta e cinco bilhes de anos mais tarde, quando "as energias emergentes reagiam diante da gravidade local e linear", comeou o trabalho dos Diretores do Poder e dos Controladores Fsicos Decanos nascidos em nosso super-universo de Orvnton. Eles mobilizaram aquelas energias para criar sis e esferas materiais habitveis com base nos gases ancestrais. Eles tambm produziram "o vasto complexo de linhas de comunicao, circuitos de energia e canais de fora que ligam firmemente os mltiplos corpos espaciais do universo local em uma unidade administrativa integrada". O primeiro sol de Nbadon surgiu h 500 bilhes de anos o nosso existe h 5 bilhes de anos, no centro do sistema solar de Monmtia, integrado por 12 planetas (recentemente descobrimos Sedna, o dcimo).

H 400 bilhes de anos o ento Filho Criador Menor que viria a ser Jesus de Nazar escolheu a Nebulosa de Andronver para formar seu universo. Quase de imediato foi iniciada a construo da esfera arquitetnica da capital Slvington e seus satlites, bem como dos 100 grupos de mundos que formariam as capitais das constelaes. Esse trabalho levou cerca de um milho de anos - todas as capitais de super-universos, universos, constelaes e sistemas planetrios so construdas como obras de engenharia csmica divina, devido instabilidade do magma nos planetas geolgicos. Por sua vez as capitais dos futuros 10.000 sistemas planetrios de Nbadon (compostos de sistemas solares como o nosso de Monmtia) foram sendo construdas medida que eles se definiam como tais, completando-se elas quando comeava o nosso sistema solar, h 5 bilhes de anos.

Cada universo local tem 100 constelaes (a nossa Norlatiadeque, capital Edntia), compostas por 100 sistemas planetrios o nosso Satnia, capital Jersem. Cada sistema planetrio integrado por cerca de 1.000 mundos habitados, planetas e luas de diferentes sistemas solares Urntia o planeta n 606, dos 619 j habitados de Satnia. Cada universo assim projetado para ter 10 milhes de esferas povoadas havia 3.840.101 delas em Nbadon quando nasceu Jesus em Belm. No tempo-espao, ento, em que cada um dos sete super-universos ter 100.000 universos locais, divididos em Setores Maiores como o nosso Esplndon e Menores como Ensa, ao final haver 7 trilhes (!) de mundos habitados. A singularidade da Terra nessa mirade o fato de ter sido escolhida por Cristo para a 7 efuso dentre suas criaturas: uma vez que cada Filho Criador se outorga como humano em apenas um planeta de seu universo local, tornamo-nos especiais entre os 10 milhes de futuros mundos nebadonianos. Sabemos agora que o nosso Micael governa todos os outros humanos com base no que observou e sentiu na Terra.

Os Seres Materiais Ascendentes e Descendentes

Nos planetas geolgicos evoluem trs categorias de seres materiais ascendentes: os que tm um crebro - como aqueles que no respiram, em planetas sem atmosfera; os que tm dois crebros - como ns, que entretanto os chamamos de hemisfrios; e os que tm trs crebros - mais inteligentes e espirituais na primeira vida, alm de terem melhor percepo sensorial. Os unicerebrados, por limitaes em seu metabolismo, no se podem fusionar com um Monitor Divino e seguir o caminho do Paraso. Seus sobreviventes, ao se imortalizarem, seguem carreiras de servio no universo de origem, assim como aqueles de ns que, no entendendo o Filho, fusionam-se com um fragmento pr-pessoal do Esprito Infinito: sua carreira alcana at Slvington e lhes d um alto grau de especializao em assuntos locais. Quando a alma de um de ns, por no entender o Pai, se fusiona com um fragmento pr-pessoal do Filho Eterno, prossegue at a capital do super-universo de Orvnton e em sua jurisdio permanece. Ambos atingem a perfeio nesses dois nveis e passam a integrar a populao permanente das respectivas capitais em relevantes funes. Porm quando entendemos a Trindade e logramos a fuso com o Monitor Divino, a meio-caminho do Paraso compensamos a diferena que nos separava dos tricerebrados e seguimos a carreira completa at o Pai em rigorosa igualdade de condies com eles. "Deus ama cada um dos seus filhos da mesma maneira".

Ado e Eva, por sua vez, so Filhos Materiais (da raa violeta) descendentes diretos de Micael, que vieram como melhoradores biolgicos das raas aqui evoludas de ndon e Fonta, o primeiro casal humano evolutivo de Urntia. Nos planetas normais um casal imortal, como Ado e Eva teriam sido caso no houvessem cado em erro, detm o governo visvel at o terceiro nvel de Luz e Vida, ao lado de um Prncipe Planetrio invisvel para os humanos, que dirige o governo espiritual (na Era de Luz e Vida ele perceptvel no interior do Templo Moroncial). Vemos aqui que os evolucionistas e criacionistas diligentemente combateram por duas verdades conhecidas parcialmente: ns somos frutos da evoluo de seres unicelulares, depois vegetais, animais, primatas e humanos, mais tarde ligeiramente aperfeioados pelo sangue admico. Devido falta cometida por Eva, que em seguida teve a solidariedade de Ado (pai da mestia Sansa, como ela foi de Caim), o processo de elevao biolgica se alterou to drasticamente que nenhum grupo ou indivduo contemporneo, mesmo entre os nrdicos, tem mais de 10% dos gens desse belo e bravo casal. Foi herica sua epopia no Segundo Jardim, com apenas um quarto dos 1.647 filhos, netos, bisnetos e trinetos puros, nascidos nos 117 anos do Jardim do den, mais os descendentes de Caim, de Sansa e de 1.570 filhos de Ado com mulheres selecionadas das tribos vizinhas.

Os Seres Espirituais de Nbadon

"H 300 bilhes de anos a nebulosa de Andronver obteve, do Governo de Uversa em Orvnton, reconhecimento fsico como universo para habitao e ascenso mortal progressiva, recebendo o nome de Nbadon". Nessa poca a equipe de Micael se instalou em Slvington, enquanto prosseguia o amadurecimento astrofsico de seu reino, inercial ou induzido, conforme o caso. "Depois de instalado na capital, no exato centro da massa-energia de seu universo, o Filho Criador no pode deixar seu mundo-sede at que se estabilize a gravidade de seus domnios, equilibrando-se os distintos circuitos e sistemas pela atrao material mtua, de acordo com o trabalho dos Diretores do Poder e dos Controladores Fsicos Decanos do super-universo". Atingida a estabilidade, Micael e o Esprito Materno que at ento o acompanhava em estado pr-pessoal (sem personalidade plena) projetaram e submeteram aprovao superior o seu plano de criao da vida, dentre as opes oferecidas pelo Pai.

Sua primeira ao criadora conjunta resultou na Brilhante Estrela Matutina, Gabriel de Slvington, primognito e Chefe Executivo de Nbadon, "em tudo assemelhado ao seu Pai em carter, porm limitado nos atributos de divindade".

"Comeou ento a chegar existncia um vasto grupo de criaturas espirituais diversas". Em seguida Brilhante Estrela Matutina foi gerado o Pai Melquisedeque original, que em enlace com o Filho Criador e o Esprito Materno, seus pais, deu origem ordem dos Filhos Melquisedeques, com mais de 10 milhes de integrantes. Na ausncia de Gabriel o Pai Melquisedeque atua como chefe executivo de Nbadon. Os filhos desta ordem, por seu turno, operam como assessores de Gabriel ou instrutores dos humanos e anjos.

A ordem seguinte a dos Vorondadeques, filhos de Micael e da Ministra Divina, com l milho de membros. So conhecidos como Pais das Constelaes, porque trs deles (os Altssimos) esto sempre frente do Governo de cada uma das 100 constelaes de um universo local.

A terceira ordem de filiao a dos Lanonandeques, igualmente gerada por Micael e pelo Esprito Materno. So mais de 12 milhes. Atuam principalmente como Soberanos dos Sistemas ou Prncipes Planetrios. Concebidos para estarem prximos dos humanos, eles so mais sujeitos a erro e por isso se envolveram em trs rebelies em Nbadon, das quais a terceira e mais extensa foi a de Lcifer, h cerca de 200 mil anos.

Os Portadores de Vida, com 100 milhes de integrantes, so uma ordem especial, gerada pelo Filho Criador e a Ministra Divina de Slvington, em enlace com um Ancio dos Dias de Orvnton. Eles planejam e desenvolvem as formas de vida que levaro para as esferas geolgicas, de acordo com os planos do Filho Criador. Tambm lhes cabe a superviso, com os Controladores Fsicos, do desenvolvimento das trs formas bsicas de vida, que produzem os trs tipos humanos mencionados anteriormente. Ao surgir o primeiro ser volitivo com poder de deciso moral, termina o seu trabalho e comea o dos Sete Espritos Auxiliares da Mente (mais circuitos do que personalidades), que desenvolvem nos humanos as seguintes importantes qualidades: intuio, entendimento, bom-senso, conhecimento, cooperao interpessoal, adorao e sabedoria.

Os Ajudantes Universais de Nbadon so: a Brilhante Estrela Matutina (Gabriel de Slvington); as Estrelas Vespertinas; os Arcanjos; os Assistentes Altssimos; os Altos Comissrios; os Supervisores Celestiais e os Mestres dos Mundos de Manses.

Os Serafins, Querubins e Sanobins so os espritos de Nbadon que ministram para os seres humanos, equivalentes aos Supernafins do Universo Central e aos Seconafins dos super-universos. Os Serafins so criados pelo Esprito Materno. Atuam tanto em nvel espiritual quanto material, estando "estreitamente ligados s criaturas materiais em todas as fases de sua evoluo". Os Querubins e Sanobins so positivos (os primeiros) ou negativos em energia, cumprindo em enlace as suas funes de auxiliares dos Serafins nas esferas geolgicas ou de instrutores nos Mundos de Manses.

Os artistas e artesos celestiais so personalidades espirituais e semi-espirituais que se ocupam do embelezamento e operacionalizao moroncial e espiritual do tempo-espao. Trabalham nas sedes dos super-universos, dos universos locais, das constelaes e dos sistemas planetrios, bem como nos planetas estabelecidos em Luz e Vida. So eles os msicos e artistas celestiais, os construtores divinos, os registradores do pensamento, os manipuladores da energia (que abrangem os conselheiros de transporte, os especialistas em comunicaes e os mestres do descanso moroncial e espiritual), mais os embelezadores das percepes e sentimentos, e finalmente os trabalhadores da harmonia.

A Ascenso das Almas

Contemplemos agora o esquema de ascenso das almas, que em sua evoluo desfrutam das habilidades especiais dos artistas e artesos acima em seu dia-a-dia e nos momentos de espairecimento e recreao, ou com eles trabalham por perodos de sua carreira ascensional.

Depois da morte fsica de um ser humano em seu planeta de origem, o Monitor Divino normalmente segue para Divninton (a esfera dos Monitores, em rbita do Paraso) e l espera, cumprindo outras misses, o momento da ressurreio da alma que ajudou a construir. Por sua vez o Anjo Guardio do Destino (individual ou de grupo) toma aquela alma sob sua responsabilidade at a dispensao dela - elevao milenar de poca, ou especial, a qualquer tempo, "por motivos afetivos". Todas as almas com potencial de imortalidade ou necessidade de julgamento so, mais cedo ou mais tarde, levadas para as salas de ressurreio do Templo de Montagem da Personalidade, no primeiro dos 7 Mundos de Manses - da vem a expresso "stimo cu" como algo muito especial. Estes so satlites do Mundo n 1 em rbita de Jersem, capital do nosso Sistema Planetrio de Satnia.

A Ressurreio

Ao ser feita a chamada de um nome em cada sala de ressurreio, apresenta-se o Monitor Divino correspondente, detentor da memria e da mente de esprito daquele mortal, juntamente com o Anjo Guardio de sua alma. Os Portadores de Vida e os Supervisores do Poder Moroncial constrem para aquela alma um corpo semelhante ao dos anjos e indicador de suas caractersticas de personalidade ("reconhecereis e sereis reconhecidos"). Se o Monitor do Pensamento no atende chamada, normalmente o corpo no feito e aquela alma se perde. O seu Guardio do Destino comparece ento a um tribunal para provar que no teve culpa pela perda. Ocorrem casos em que o Monitor Divino abandona um ser humano ainda durante sua primeira vida, convencido da impossibilidade de sua sobrevivncia, por indolncia ou maldade incorrigvel, por exemplo. No primeiro caso a alma nem levada do planeta de origem: um caso perdido, pelo desperdcio do potencial que o Monitor havia reconhecido neste humano em sua infncia, no momento em que o escolheu para a misso de elev-lo vida eterna. No segundo caso a alma levada a julgamento, em processo no descrito no Livro, mas que pode chegar desintegrao (pena de morte eterna).

A Capacitao Anmica

Porm quando o Monitor responde chamada na sala de ressurreio, a alma em questo desperta exatamente como estava no momento da morte material. Se estava desgastada pela senilidade, por exemplo, receber primeiro um tratamento que a elevar de volta aos seus momentos de maior lucidez. Neste primeiro mundo de correo de deficincias, no qual algumas belas almas apenas permanecem em trnsito para o segundo ou at para o terceiro, so tratados principalmente os problemas emocionais, familiares, sexuais e de carter. A capacitao dos ascendentes se faz nas faculdades do pensamento, do sentimento e da ao. Todos aqueles que nesta vida no foram pais ou mes de pelo menos 3 filhos, at a puberdade, devero adquirir essa experincia nas creches dos Mundos de Manses ou mais tarde, junto s famlias dos Filhos Materiais de Jersem o povo de Ado e Eva. Durante a vida moroncial se compensam igualitariamente todas as diferenas de meio-ambiente, de formao e de oportunidades na vida material. Mesmo sem cultura, uma boa alma tem a mesma chance da mais requintada. No importa o que ela fez na vida material, mas como fez, eticamente. O Mundo n 2 cuida sobretudo da eliminao de conflitos intelectuais e da cura de todas as desarmonias mentais. Os ascendentes continuam, como no 1 Mundo, formando grupos de interesse entre seus contemporneos e se comunicando ou visitando almas de sua afetividade nos outros Mundos de Manses.

A Cultura Moroncial

No 3 Mundo os sobreviventes comeam verdadeiramente sua cultura moroncial progressiva e alcanam um "discernimento prtico da metafsica da filosofia mota" que todos devem estudar, juntamente com o idioma de Nbadon. O 4 Mundo marca o incio real da carreira moroncial ou anmica, passadas as fases de capacitao dos anteriores. Todo ascendente deve seguir aqui cada fase da programao, salvo alguns poucos que seguem diretamente para a capital do Sistema e l estudam os idiomas e a filosofia mota. Apresenta-se "uma nova ordem social, baseada na compreenso e apreciao mtua do amor altrusta e do servio recproco, sob a forte motivao de se ter um destino comum e supremo a meta paradisaca de perfeio adoradora e divina". Antes de deixar este mundo os ascendentes j dominam o idioma nebadons, com seu alfabeto de 48 letras, aprendido como se estuda aqui.

O 5 Mundo de Manses equivale ao nvel dos planetas estabelecidos na fase inicial de Luz e Vida. Nele se comea a estudar a lngua do super-universo de Orvnton (que tem 70 letras), de modo a bem conhecer ambos idiomas antes da cidadania em Jersem. Tem incio "a conscincia de uma cidadania csmica, um ponto de vista universal", que resulta em sincero entusiasmo pela ascenso a Havona. Para um catlico, como o fim do purgatrio. "O estudo passa a ser voluntrio, o servio altrusta se torna natural e a adorao, espontnea".

O Mundo em que Normalmente Ocorre a Fuso

O 6 Mundo de Manses marca o incio da preparao para a futura carreira espiritual, que se desdobrar aps a graduao na capacitao moroncial do universo local. Tambm comea a instruo na tcnica de administrao universal. A fuso com o Monitor Divino, potencialmente vivel (embora rara) desde a vida material, "como identidade real e funcional de personalidade", geralmente ocorre neste mundo. Ao se completar a fuso, uma cerimnia simples marca o ingresso na carreira eterna de servio ao Paraso. Ela pode, contudo, adiar-se s vezes at a chegada capital do Sistema, ou mesmo da Constelao, quando a vida material novamente estudada. Porm depois que ocorre a fuso no h mais dvidas de que o ascendente prosseguir at chegar ao Paraso - seu livre-arbtrio j se fusionou com o do Pai, em perene sintonia.

No 7 Mundo desaparecem todas as diferenas que havia entre os procedentes de planetas normais em Luz e Vida e os originrios de mundos isolados e retardados como o nosso (o nosso QI mdio de 100 equivale a 20 (!) em um planeta normal). Aqui se purgam, finalmente, todos os traos decorrentes de "um meio-ambiente insalubre e de tendncias planetrias no-espirituais". Comea uma nova adorao, mais espiritual, do Pai Invisvel.

A Cidadania em Jersem

Os seres ascendentes ganham afinal a cidadania em Jersem, capital de Satnia, de onde governa o Lanonandeque Lanaforge, Soberano do Sistema que substituiu Lcifer. Esfera arquitetnica como os mundos anteriores, ela tambm tem seu clima e iluminao controlados artificialmente. Durante trs quartos do dia iluminada por igual em toda superfcie, com claridade equivalente de 10 horas da manh em Urntia. Nesse perodo a temperatura de cerca de 20 graus centgrados. Nas horas de repouso o brilho do cu semelhante ao de uma noite de lua-cheia e a temperatura cai um pouco abaixo de 10 graus positivos - o clima que qualquer urantiano pediria a Deus. A atmosfera se compe de 3 gases bsicos (um a mais do que a nossa), para permitir a respirao moroncial, sem contudo afetar a respirao material. O planeta est belamente ornamentado por vegetao e animais evoludos e teis, belos e inofensivos, bem como provido de construes materiais, moronciais e espirituais. Assim como j ocorria nos 7 Mundos de Manses, o tempo dos progressores moronciais se divide entre trabalho, estudo e repouso, mais a peridica recreao e excurses para espairecimento, instruo e convivncia.

Em Jersem o corpo docente Melquisedeque atesta a sabedoria moroncial dos ascendentes, o corpo examinador das Brilhantes Estrelas Vespertinas certifica seu discernimento espiritual e os 24 Conselheiros da capital do Sistema julgam seu progresso experiencial de socializao. Por fim os Filhos Materiais confirmam estar alcanada a personalidade mota. Se ainda verificar-se a impossibilidade de fuso com o Monitor do Pensamento nesse estgio, pode ocorrer a fuso com um fragmento pr-pessoal do Esprito Infinito ou prorrogar-se o prazo mais uma vez. Atingido o nvel satisfatrio, todos os ascendentes (fusionados ou no) se despedem de Jersem e partem para seus estudos e trabalhos nos 70 Mundos de Capacitao de Edntia, capital de nossa constelao de Norlatiadeque. So esferas arquitetnicas ainda mais belas e avanadas, no padro crescente de perfeio a caminho da Ilha Central.

A Cidadania em Edntia

Essa temporada "ser dedicada principalmente a dominar a tica de grupo, o segredo de uma interrelao agradvel e produtiva entre as distintas ordens universais e super-universais de personalidades inteligentes". Ao se graduarem no mundo n 70 os mortais ascendentes se tornam residentes em Edntia, de onde os Altssimos Vorondadeques governam a Constelao. Esto agora justamente no meio de sua carreira "entre o animal evolucionrio e o esprito ascendente" : " um perodo de verdadeira e celestial felicidade para os progressores moronciais, uma das pocas mais bonitas e mais refrescantes da capacitao neste lado do Paraso". No caso dos que no hajam conseguido at a a fuso com o Monitor Divino, pode ocorrer a fuso com um fragmento pr-pessoal do Filho Eterno e a continuao da carreira ascensional apenas at a capital do Super-Universo. Quando novamente julgados aptos a prosseguir, partem todos, indistintamente, em direo aos mundos de instruo de Slvington, capital de Nbadon, onde quase todos completaro as ltimas fases moronciais e se prepararo para a primeira das seis etapas espirituais adiante.

A Cidadania em Slvington e a 1 Etapa Espiritual

Aps um perodo de trabalho, estudo, repouso, convivncia e recreao em Slvington, na prpria esfera arquitetnica em que moram Micael de Nbadon, a Ministra Divina, Gabriel e o Pai Melquisedeque, com toda a beleza e progresso de uma capital de universo, os ascendentes fusionados com o Pai e com o Filho recebero de Micael em pessoa o salvo-conduto para deixar este universo em direo capital de Ensa, Setor Menor do Super-Universo de Orvnton, j como espritos da primeira etapa. Em Umenor o Terceiro prossegue o aperfeioamento, que mais tarde se desdobrar para Umaior o Quinto, capital do Setor Maior do super-universo. Da partir o ser ascendente para Uversa, capital super-universal, depois para os Mundos Perfeitos de Havona e finalmente para o Paraso, como esprito da sexta etapa e integrante do Corpo da Finalidade da Criao. Est assim atingido o estgio ideal de todo o plano ascensional.

A Chegada ao Paraso

A chegada Ilha de Deus to emocionante, mesmo para seres to extensamente experientes e perfeitos, que algumas vezes tm eles de ser advertidos para se conterem em seus impulsos de adorao. Na proximidade do prprio Pai Eterno Mais que Esprito, do Filho Eterno do Paraso e do Esprito Infinito, os ascendentes se do conta de ter completado seu melhor destino evolutivo e atingido a perfeio requerida pelo Pai. "E quando um ser de origem animal chega presena do Deus do Paraso, como j o fizeram muitos, em nmero incontvel, havendo ascendido das esferas humildes do espao, esse logro representa a realidade de uma transformao espiritual que chega a tocar os limites da Supremacia." A partir desse ponto culminante de uma longussima e prazerosa carreira o ascendente poder ter a condio de residente na Ilha Eterna, nela prestando servios ou viajando em misses por todo o tempo-espao. tambm hora de despedida do Guardio Serfico, pois apenas excepcionalmente permitida a continuao da bem-sucedida parceria.

A Ilha do Paraso

"O Paraso o centro geogrfico da infinidade...No h arquivos nem tradies a respeito da origem dessa Ilha nuclear de luz e vida...O Pai projetou a realidade em duas fases: a pessoal (que eternizou o Filho) e a mais-que-pessoal (que se concentrou no Paraso). A tenso entre essas duas fases, frente vontade de ao do Pai e do Filho, deu existncia ao Ator Conjunto (o Esprito Infinito) e ao Universo Central de mundos materiais e seres espirituais." No Paraso Superior se origina o tempo. Sua rea central a de Presena da Divindade; na Esfera Santssima est uma realidade puramente espiritual, para adorao e trinidizao; na rea Santa, regio residencial, esto as "Manses Paradisacas do Pai" para os cidados do Paraso, os nativos de Havona em visita ou a servio e para os originrios dos sete super-universos. O espao ocupado por personalidades na rea residencial requer muito menos de 1 % da extenso para esse fim destinada na rea Santa. "A Ilha suficientemente grande para acolher as atividades de uma Criao quase infinita." No Paraso Baixo se origina o espao e se localizam as fontes de fora e energia: a fora matriz da Criao ingressa pelo sul e se expande pelo norte, em ciclos de um bilho de anos terrestres. Toda energia dele emitida a ele volta, mais cedo ou mais tarde. "A forma da Ilha Central definidamente elipside, sendo um sexto maior no dimetro norte-sul do que no seu dimetro leste-oeste"..." essencialmente plana e a distncia da superfcie superior para a inferior um dcimo do dimetro leste-oeste". A maior concentrao de energia no extremo norte possibilita uma orientao segura no tempo-espao.

A Formao de Urntia e a Evoluo da Vida

Vista a trajetria das almas aqui desenvolvidas, passemos formao de Urntia e seqncia evolutiva da vida at ns. O sol de Monmtia, como vimos, formou-se h 5 bilhes de anos. A Terra, por sua vez, definiu-se como planeta h 2 bilhes de anos, com 1/10 de seu tamanho atual. A massa restante se completou pela acumulao de meteoros, at um bilho de anos atrs.

A Implantao da Vida

H 550 milhes de anos, embora a atmosfera estivesse irrespirvel para qualquer organismo, as guas j continham a salinidade essencial para o modelo de vida base de cloreto de sdio escolhido pelos Portadores de Vida. Foi ento implantado o plasma vital do Pai em 3 baas abrigadas existentes naquela era: a eurasitico-africana, a australasitica e a ocidental - englobando a Groenlndia e as Amricas. Em 50 milhes de anos a flora marinha primitiva estava bem consolidada e dela se desenvolveu, como sempre ocorre, a vida animal mais primitiva e simples, como as amebas. H 400 milhes de anos a vegetao comeou a subir para a terra, adaptando-se bem atmosfera rica em carbono e comeando a oxigen-la. Por mutao apareceram na gua os primeiros animais multicelulares e depois os trilobitas, os primeiros organismos de reproduo sexuada. Em 40 milhes de anos apareceram esponjas simples e crustceos como camares, caranguejos e lagostas.

O Progresso da Atmosfera

H 250 milhes de anos, enquanto a paisagem terrestre se cobria de verde, nos mares surgiam os peixes, primeiros vertebrados, evoludos de artrpodes ou crustceos, alguns com at 9 metros de comprimento - os tubares so os nicos sobreviventes dessas espcies primordiais. rvores sem folhas se estendiam amplamente pelos continentes, s vezes em bosques de 30 metros de altura, absorvendo o dixido de carbono e preparando o terreno para os futuros animais atmosfricos.

"H 150 milhes de anos comearam os primeiros perodos de vida animal terrestre", principalmente anfbios como a r, que j trazia consigo o potencial para a evoluo de seres humanos. Em mais 10 milhes de anos os rpteis apareceram completos e deles evoluram os dinossauros, espcie dominante por 20 milhes de anos. Extinguiram-se depois, mas um tipo deles, carnvoro, pequeno e gil, por mutao daria origem aos primeiros mamferos placentrios, h 50 milhes de anos. Antes disso, h 90 milhes de anos, as plantas angiospermas haviam surgido no mar e em seguida invadiram os continentes, adiantando a melhora da atmosfera. Ainda antes, h 100 milhes de anos, estavam vivendo em terra as plantas florferas e a fauna avcola.

Os mamferos placentrios tinham a vantagem da agilidade e da capacidade cerebral superior para se adaptarem s mudanas ambientais. Eram pequenos cavalos, rinocerontes, tapires, esquilos e vrios grupos de animais semelhantes aos macacos. H 40 milhes de anos os mamferos carnvoros, herbvoros e onvoros j dominavam o mundo inteiro. H 30 milhes de anos os antepassados das baleias, golfinhos e focas se adaptaram de volta aos mares. "As formas atvicas da maior parte dos seres vivos j existiam naquela poca".

O Primeiro Casal Humano

H 1 milho e meio de anos surgiram de repente, no Oeste da ndia, os primeiros mamferos proto-humanos, depois evoludos para primatas. Em mais 500 mil anos, na mesma regio, nasceram dentre os primatas "dois seres humanos primitivos, os verdadeiros antepassados da humanidade". Seu grupo havia sido o primeiro a lanar pedras e usar o tacape em suas lutas. Eram dois gmeos, ele ndon, ela Fonta, que desenvolveram uma linguagem de 50 sinais e palavras que os outros de sua tribo no conseguiam aprender. Graas a eles Urntia foi, h exatamente 993.478 anos, registrada como mundo habitado no tempo-espao. Foi esse engenhoso casal que inventou, aps semanas de tentativas com vrios materiais, a tcnica de produo do fogo, inicialmente queimando um ninho de pssaros seco (idia dela) com as fagulhas produzidas por dois blocos de slex.

Esse domnio do fogo seria essencial para sua sobrevivncia, juntamente com as roupas de pele de animais que aprenderam a fazer para se protegerem do frio. Vendo-se diferentes dos demais e j habitados por Monitores do Pensamento, aos 11 anos de idade decidiram partir em direo ao Norte e ao frio, deixando seus parentes primitivos no aprazvel clima da futura ndia. Dois anos depois lhes nasceu Sntad, o 1 dos 19 filhos que teriam, os quais lhes deram quase 50 netos e 6 bisnetos antes de sua morte em um terremoto, aos 42 anos. As almas de ndon e Fonta seguiram o caminho dos Mundos de Manses at a cidadania em Jersem, fusionados com seus Monitores Divinos. "Esto agora servindo com as personalidades moronciais que recebem no 1 Mundo as almas ascendentes de Urntia".

Os andonitas tinham olhos negros e pele morena, como os esquims de hoje, e um pouco mais de pelos no corpo do que o homem moderno. Adotaram para a chefia do cl os primognitos vares dos descendentes diretos de Sntad. Quando faltou um descendente masculino na linha direta, dois rivais empreenderam uma luta bem humana pelo poder. Mais tarde houve novos conflitos entre os diversos cls, que provocaram a "perda irreparvel" de bons potenciais e chegaram a ameaar de extino a sua civilizao primitiva.

A Disperso dos Andonitas

Porm a disperso ocorrida a partir da 20 gerao serviu de mecanismo atenuador dos instintos agressivos herdados dos animais. Antes que o gelo da 3 glaciao avanasse sobre a Frana e a Inglaterra, os andonitas haviam estabelecido mais de 1.000 assentamentos separados ao longo dos grandes rios que desembocavam no Mar do Norte, de temperatura amena nessa poca. Viviam em grutas s margens dos rios ou em casas de pedra e eram quase exclusivamente carnvoros. Usavam lanas e arpes, bem como elaborados artefatos de pedra. A disperso foi reduzindo a qualidade cultural e espiritual dos cls, at que 20 mil anos depois se afirmou a liderana de nagar. Ele semeou a paz entre os diversos grupos, guiou-os adorao de "Aquele que d o alento aos homens e animais" e enviou os primeiros missionrios com a sua mensagem religiosa. nagar "instituiu um governo tribal eficaz, que no teve paralelo entre as sucessivas geraes durante muitos milnios", at a chegada do Prncipe Planetrio.

A Cidade Planetria (a verdadeira Atlntida?)

Quando chegou a Urntia o Prncipe Planetrio Caligstia, h cerca de 500.000 anos, havia no planeta quase 500 milhes de seres humanos primitivos e estavam surgindo as seis raas de cor que sempre aparecem nas esferas geolgicas. As raas primrias so a vermelha, a amarela e a azul; e as secundrias so a alaranjada, a verde e a negra, assim denominadas pela cor da pele, "quando exposta ao sol". Aqui a alaranjada e a verde se extinguiram (parcialmente incorporadas populao indiana e africana), a amarela se concentrou na sia, a vermelha nas Amricas e a negra na frica. A azul, por sua vez, deu origem aos povos brancos de hoje, em parte combinada com o sangue admico e nodita. A raa amarela (sobretudo a do norte da China) tambm recebeu pequena mas potente infuso da raa violeta.

A sede central do Prncipe, que teria inspirado o mito da Atlntida, estabeleceu-se na zona da futura Mesopotmia - no Iraque de hoje. O pouco conhecido Caligstia era um Filho Lanonandeque da ordem secundria, com grande experincia e dotado de mente original e brilhante. Ele veio acompanhado do tambm Lanonandeque Daligstia, de grande grupo de anjos e de muitos outros seres celestiais, para promover os interesses e o bem-estar das raas humanas. Com estes tambm vieram 100 seres materiais (50 homens e 50 mulheres), os "Cem de Caligstia", cidados ascendentes de Jersem originrios de 100 planetas diferentes de Satnia (seria timo conhecer seus fentipos, para nossa identidade racial). Para eles foram construdos corpos de carne e osso, com o plasma vital de 100 humanos descendentes de ndon e Fonta. Os doadores do plasma receberam modificaes em seu metabolismo, de forma a se tornarem imortais para sua longa misso terrestre. Sua imortalidade (e a dos "Cem de Caligstia) era mantida pela ligao aos circuitos vitais do sistema e pelo consumo dos frutos e folhas da "rvore da Vida", um arbusto trazido de Edntia, capital da Constelao de Norlatiadeque.

Os Seres Intermedirios

Algum tempo depois da chegada, os integrantes corpreos do squito do Prncipe descobriram que podiam gerar seres intermedirios entre os humanos e os anjos, com alta versatilidade e utilidade prtica. Cada um dos 50 casais produziu 1.000 de tais seres e em seguida perdeu a capacidade reprodutiva. Dessa forma surgiram os 50.000 Seres Intermedirios Primrios - os Secundrios sero netos de danson , o primognito de Ado e Eva.

A Cidade Planetria era simples mas muito bela, cercada por uma muralha de 12 metros de altura e localizada mais ou menos ao centro da populao da poca. Chamou-se Dalamtia em homenagem a Daligstia, lugar-tenente de Caligstia - maneira de Satnia, que me parece inspirada em Satans, lugar-tenente de Lcifer. O templo do Pai Invisvel, no centro, tinha trs pavimentos; as sedes dos dez conselhos do Prncipe tinham dois andares. Todos os demais prdios eram trreos e igualmente construdos com os materiais mais disponveis: sobretudo tijolos de cermica e pouca madeira ou pedra. A cidade era belamente arborizada e decorada com obras de produo local. O clima de ento era muito aprazvel e abundantes as frutas e nozes nas quais se baseava a dieta dos "Cem de Caligstia", que no consumiam carne alguma.

A Organizao dos "Cem de Caligstia"

Os cem integrantes do squito corpreo do Prncipe (e seus cem associados humanos) se organizaram em dez conselhos autnomos, cada um com dez membros: 1) conselho de alimentao e bem-estar material; 2) junta de domesticao dos animais; 3) assessores para o controle dos animais selvagens; 4) corpo docente para a difuso do conhecimento; 5) comisso de indstria e comrcio; 6) colgio da religio revelada; 7) guardies da sade e da vida; 8) conselho planetrio das artes e cincias; 9) governadores das relaes tribais avanadas; e 10) tribunal supremo de coordenao tribal e cooperao racial. Tais conselhos ensinaram s tribos circunvizinhas a tecelagem, o tratamento das peles de animais, o cozimento da comida, a defumao e salgamento das carnes, a pecuria e a domesticao dos animais, a escavao de poos, a produo de manteiga e queijo, a utilizao da roda, o combate aos animais ferozes, a construo de moradias, o uso de um alfabeto de 25 letras na escrita, algumas manufaturas, rudimentos de religio, medidas preventivas de higiene, a qumica e a fsica elementares, a confeco da cermica e as artes decorativas, bem como a metalurgia que de incio os apavorava.

O modo de atuao dos 100 graduados dos Mundos de Manses era "atrair os melhores intelectos das tribos circundantes e, depois de t-los preparado, envi-los de volta ao seu povo respectivo como emissrios da elevao social". Os jovens eram levados por volta dos 13 a 15 anos para viver na Cidade Planetria, em famlias de 10 "filhos" (como as Aldeias SOS de hoje), com cada um dos 50 casais instrutores. Aos 16 ou 17 anos voltavam eles aos seus povos, para o casamento e a atuao como emissrios do Prncipe, aplicando os conhecimentos adquiridos. Buscava-se "o progresso mediante a evoluo e no a revoluo", conforme o Plano-Mestre do Pai.

Os Sete Mandamentos Iniciais

O cdigo moral da Cidade, ou "Caminho do Pai", constava dos seguintes mandamentos: 1) no temas nem sirvas a outro Deus que no seja o Pai de tudo; 2) no desobedeas ao Filho do Pai, o Governante Mundial, nem faltes ao respeito com seus associados supra-humanos; 3) no mintas perante os juzes do povo; 4) no mates homens, mulheres ou crianas; 5) no roubes os bens nem o gado de teu prximo; 6) no toques a esposa de teu amigo; e 7) no faltes ao respeito com teus pais nem com os ancios da tribo.

A Cidade Planetria funcionou normalmente durante 300 mil anos, com populao de entre 20 e 60.000 mil habitantes. Sua atuao civilizadora se estendeu por um raio de 160 quilmetros sua volta, pouco a pouco elevando o homem primitivo de sistemtico caador a sedentrio agricultor e pecuarista. Os descendentes primrios de ndon e Fonta (os andonitas) e todas as seis raas de cor tiveram a oportunidade de beneficiar-se dos ensinamentos dos "Cem de Caligstia" - de to longe vieram a cermica maia e marajoara e os txteis amerndios, para dar apenas dois exemplos. Aprenderam o valor da famlia e da residncia unifamiliar estvel, com o importante conhecimento de que "o homem selvagem ama seus filhos, mas o homem civilizado ama tambm os seus netos". H 200 mil anos, lamentavelmente, o Prncipe Planetrio de Urntia se uniu rebelio de Lcifer e "a catstrofe de engano e sedio de Caligstia aniquilou quase todos os descobrimentos maravilhosos dos humanos daqueles dias".

A Rebelio de Lcifer

No universo de Nbadon existem 10 mil sistemas planetrios como o nosso de Satnia, programados para terem cerca de 1.000 mundos habitados cada um. Em toda a histria deste universo houve apenas trs rebelies de Soberanos de Sistemas (acima desse nvel jamais ocorreu algo semelhante); a de Lcifer foi a ltima e mais grave delas, envolvendo 37 planetas habitados. Filho Lanonandeque primrio, Lcifer era uma das cem personalidades mais hbeis e brilhantes dentre os 700 mil de sua Ordem. Ele era o chefe executivo dos ento 607 (sic) mundos habitados de Satnia, ao lado de seu assistente Satans, havendo governado normalmente por mais de 500 mil anos em Jersem.

H mais ou menos 200 mil anos Lcifer divulgou, durante reunio anual em Jersem, uma Declarao de Liberdade na qual em essncia afirmava: 1) que o Pai Universal no existia (!), sendo Ele "um mito inventado pelos Filhos Paradisacos, com o objetivo de reter o governo dos universos"; 2) que aceitava Micael de Nbadon como seu Pai Criador, mas no como seu Deus e governante; 3) "que se gastava demasiado tempo e energia no esquema de capacitar" os mortais ascendentes. Na ocasio prometeu ele aos Prncipes Planetrios que seriam os executivos supremos em cada um de seus mundos, ao mesmo tempo advogando que os poderes legislativo e judicirio ficassem sediados na capital de cada sistema planetrio e no na capital da Constelao e do Universo, respectivamente. Comeou ento a organizar sua prpria assemblia legislativa e seus tribunais, sob a superviso de Satans. Todo o seu gabinete administrativo lhe prestou juramento de fidelidade. Micael preferiu no interferir e deixar que cada personalidade local tomasse sua deciso. Gabriel de Slvington, que estava presente, anunciou que no devido tempo falaria em nome de seu Pai. Declarou ainda que "o governo dos Filhos em nome do Pai s desejava lealdade e devoo voluntrias, sinceras e prova de sofismas".

A Destituio de Lcifer

Transcorreram cerca de sete anos at que Lcifer fosse destitudo do poder, mas logo depois do incio da rebelio a capital do Sistema foi isolada dos circuitos de comunicao e de transporte que a ligavam Constelao e sede do Universo, bem como aos planetas integrantes de Satnia. As foras leais contavam com o auxlio emergencial das linhas de comunicao do vizinho sistema planetrio de Rantlia.

Enquanto durou a rebelio ativa Gabriel se manteve no Mundo do Pai, em rbita de Jersem, liderando as foras fiis a Micael. As personalidades em dvida sobre que posio adotar deslocavam-se entre o anfiteatro planetrio onde Lcifer permaneceu e o Mundo do Pai, ouvindo os argumentos de Gabriel. Mesmo assim, houve mais comprometidos com esta rebelio do que com as outras duas anteriores juntas. O pecado havia atingido at dois outros sistemas planetrios vizinhos, ameaando a Constelao. Mas os residentes ascendentes foram 100 % fiis!

Ao cabo de sete anos o Lanonandeque Primrio Lanaforge foi empossado como Soberano do Sistema e Lcifer destitudo de seu cargo de confiana, embora deixado em liberdade para circular por todo o Sistema, juntamente com seus seguidores. Satans foi temporariamente autorizado a servir como interlocutor junto aos 37 Prncipes Planetrios rebeldes. Assim esteve operando o Sistema de Satnia, com os rebeldes livres embora fora do poder, durante pouco menos de 200 mil anos, enquanto os tribunais da capital do Super-Universo deliberavam sobre as medidas a tomar. Antes do stimo auto-outorgamento entre suas criaturas, o Cristo Micael ainda no detinha todo o poder de Filho Criador Maior sobre Nbadon, como detm desde o fim de sua encarnao em Urntia, e na ocasio preferiu no intervir, como havia feito em relao s duas rebelies anteriores, at que todos os envolvidos adotassem posies segundo seu melhor convencimento.

A Priso de Lcifer

Ainda durante a vida de Jesus entre ns Lcifer foi aprisionado nos mundos de deteno em rbita de Jersem, onde tem contato apenas com o carcereiro que lhe leva a alimentao, pois nenhuma personalidade quis visit-lo. Cristo Micael lhe ofereceu sua misericrdia caso se arrependesse sinceramente e desejasse reabilitar-se, porm Lcifer no aceitou. Todos os seus seguidores que aceitaram o perdo oferecido comearam sua reabilitao depois da ressurreio de Jesus. Satans tambm foi incondicionalmente encarcerado antes da publicao do Livro de Urntia. Os 37 Prncipes Planetrios rebeldes foram substitudos por governantes provisrios. Embora no tenha sido preso, o Caligstia de Urntia foi substitudo por Maquiventa Melquisedeque frente do Governo Planetrio.

A secesso de Caligstia em Urntia

Enquanto Lcifer ainda planejava sua rebelio, Satans esteve em Urntia e obteve a promessa de apoio de Caligstia para a ocasio em que eclodisse o movimento. Assim sendo, quando Lcifer divulgou sua estapafrdia "Declarao de Liberdade", Caligstia imediatamente se alinhou entre seus seguidores e convocou reunio extraordinria dos dez Conselhos da Cidade Planetria. Comunicou que estava para proclamar-se soberano absoluto do planeta e pediu que todos os grupos administrativos renunciassem s suas funes, para a organizao de novo governo. O jurista e administrador Van, presidente do Conselho Supremo de Coordenao, sem as informaes macro-polticas, pediu a todos os presentes que se abstivessem de qualquer deciso enquanto no se recebesse do Soberano do Sistema uma confirmao da proposta do Prncipe Planetrio rebelde. Feita a consulta, a resposta de Lcifer no tardou a chegar, exigindo absoluta e incondicional lealdade s ordens de Caligstia e confirmando sua designao como soberano supremo. Seu assistente Daligstia o proclamou "Deus de Urntia". Convm esclarecer que os Filhos Criadores e os Espritos Maternos associados tm estado de divindade, por representarem, Eles o Pai e o Filho, Elas o Esprito Infinito. Nenhuma personalidade abaixo deles o pode ter.

A Determinante Lealdade de Van e madon

Mesmo diante dessa comunicao o fiel e nobre Van se recusou a obedecer, acusando Caligstia e Lcifer de completo desacato soberania do Universo. Aps discurso de sete horas pediu aos Altssimos da Constelao, uma instncia acima, que explicassem aquela confusa situao. Nesse meio-tempo foram cortados todos os circuitos de comunicao e transporte para o nosso planeta, de modo que no chegou a ser recebida a comunicao de Edntia que confirmava o so entendimento de Van. Comeava a quarentena de Urntia e dos outros 37 planetas, que se estendeu at o incio deste ano.

Movido por clarividente lealdade e pelo maior bom-senso, o intrpido Van liderou em Urntia, durante os sete anos da "Guerra nos Cus", todas as personalidades leais a Micael de Nbadon, mesmo sem ter recebido instrues formais. As perdas, contudo, foram muito grandes: 80% dos Seres Intermedirios Primrios (liderados por Belzebu) se somaram rebelio, assim como o chefe dos serafins administradores, com quase metade dos seus comandados e grande nmero de querubins e sanobins. Tambm se aliaram aos rebeldes 60 dos "Cem de Caligstia". De seus associados humanos modificados, 56 permaneceram fiis a Micael. Deles o mais destacado foi madon, o associado de Van, que se tornou o heri humano da rebelio em Urntia, admirado como exemplo por todas as personalidades extra-planetrias que acompanhavam os acontecimentos daqui.

A perda da imortalidade pelo squito infiel

Os 60 ascendentes rebeldes e 44 associados locais logo descobriram que se haviam tornado mortais, ao serem desligados dos circuitos vitais do sistema e privados do consumo da "rvore da Vida". Pois os serafins leais a Micael haviam levado a rvore para o acampamento de Van nas montanhas fora da Cidade Planetria. Nod, chefe dos 60 rebeldes ascendentes, determinou ento que recorressem reproduo sexual para fazer frente sua mortalidade. A procura que fizeram aqueles seres superiores por urantianos com quem se acasalarem deu origem s lendas antigas de que "deuses desceram Terra para se reproduzirem com humanos".

Passado algum tempo da execuo do plano de Caligstia, de induzir o progresso pela revoluo e no mais pela evoluo, ocorreu o inevitvel: as tribos semi-selvagens, exaltadas pelas novas liberdades concedidas prematuramente, atacaram e tomaram a prpria Cidade Planetria, expulsando os noditas para o Norte da Mesopotmia, que ficaria conhecido como a Terra de Nod, para onde foi Caim tomar esposa, como est na Bblia.

A Destituio de Caligstia

Aps os 7 anos da Guerra nos Cus, Caligstia foi apeado do poder e substitudo por uma comisso de 12 sndicos Melquisedeques de emergncia. Van e seus seguidores imortais cuidaram de preservar os conhecimentos e as tcnicas desenvolvidas na Cidade Planetria e levaram a cabo o trabalho de elevao cultural e biolgica das tribos amigas, em paralelo aos noditas infiis, mas humanos tambm. Os chefes destes foram morrendo pouco a pouco, porm Caligstia continuava aqui... E durante mais de 150 mil anos os rebeldes no-humanos estiveram soltos em Urntia, ainda que sem poderes oficiais e isolados dos circuitos de comunicao e de transporte. Os leais j contavam, creio, com um circuito especial dos Arcanjos.

Como vimos, Lcifer foi aprisionado durante a vida de Jesus entre ns; Satans foi igualmente preso ao realizar-se a primeira audincia do processo Gabriel versus Lcifernos tribunais de Uversa, antes de 1934. Os partidrios de Caligstia em Urntia, ou aceitaram o perdo oferecido por Micael e seguiram um programa de reabilitao, ou foram para o mundo de priso em rbita de Jersem. O fato que no existiu mais sobre a Terra qualquer "diabo" desde a priso de Satans, a no ser o deposto prncipe Caligstia e seu lugar-tenente, enquanto seguia o processo nas cortes de Orvnton. Caligstia explicava estar em liberdade porque o seu ato teria sido qualificado como "secesso" e no "rebelio". Os autores do Livro de Urntia dizem que ele sofreu de "loucura csmica", no tendo recuperado a normalidade desde a secesso. Os Reveladores no tinham dvidas de que Caligstia tambm seria punido pelos tribunais de Orvnton. Isso ocorreu no outono de 1985, quando ele, Lcifer e Satans foram condenados desintegrao e executados por ordem da Corte de Uversa (veja Cronologia, primeira pgina, Anncio do Julgamento e a transcrio de Bertrand em 22.07.92: "Posso dizer-lhes que foi no outono de 1985, em termos gerais. Devido s diferenas de tempo universais, difcil estabelecer uma data especfica").

O Jardim do den

Todos os planetas geolgicos de ascenso mortal contam com dois centros de governo: uma Cidade Planetria que civiliza os seres humanos evolutivos e mais tarde um Jardim do den, cujos moradores (seres materiais descendentes) continuam o processo civilizatrio e procedem elevao biolgica das raas de cor ao se miscigenarem com elas. Se Urntia houvesse seguido os padres normais ainda teramos hoje um governo espiritual dirigido pelo Prncipe Planetrio residente e um governo material conduzido por Ado e Eva. Porm os planos divinos foram descumpridos pela traio de Caligstia e pela falha inicial de nossos Filhos Materiais. Alm de nossa categoria de planeta decimal (onde se realizam experimentos de aperfeioamento da vida), ficamos tambm em estado agondonteiro, isto , desprovidos do contato direto das personalidades celestiais com as nossas populaes desde o falecimento de Ado e Eva, o que incomum.

Apesar da "decadncia cultural e da pobreza espiritual" decorrentes da secesso e da presena perturbadora dos rebeldes, por mais de 150 mil anos a evoluo orgnica dos seres humanos continuou at que, h cerca de 40.000 anos, atingiu seu apogeu "de um ponto de vista puramente biolgico." Os Portadores de Vida e os Sndicos Melquisedeques solicitaram o envio de um Filho e uma Filha Materiais. Em seguida a uma visita de inspeo feita por Tabamntia, Supervisor Soberano dos Mundos Experimentais, foi autorizada a vinda de Ado e Eva, selecionados pelos examinadores Melquisedeques de Jersem e aprovados pelos Altssimos da Constelao, depois que todos de sua Ordem se apresentaram como voluntrios.

Ao saber que o casal viria, Van comeou a anunciar sua prxima chegada e a preparar um jardim para sua morada, com 83 anos de antecedncia - o Jardim do den no foi feito por milagre. Ele e madon recrutaram mais de 3 mil trabalhadores entusiastas, dentre os amadonitas (descendentes do squito corpreo fiel), andonitas e mesmo alguns noditas descendentes do squito infiel. Apesar de desprovidos de poder, Caligstia e Daligstia tentaram impedir aqueles trabalhos, sem xito porque Van e madn foram incansvel e eficientemente apoiados pelos 10 mil Seres Intermedirios leais em minoria.

O local escolhido para a construo do Jardim foi uma pennsula ento existente nas ribeiras orientais do Mediterrneo. Levou dois anos a transferncia da sede da cultura mundial (inclusive a "rvore da Vida"), antes situada s margens do Lago Van, no territrio da Armnia atual. O primeiro trabalho da grande equipe foi erigir com tijolos a dupla muralha protetora de 43 quilmetros de extenso, com 12 portes de acesso ao den. Este nome, a propsito, provm do fato de que a rea residencial dos Filhos Materiais sempre enfatiza, em cada planeta geolgico, uma beleza botnica semelhante dos magnficos jardins de Edntia, capital da Constelao de Norlatiadeque. Dentro da muralha se praticava a horticultura e a agricultura. No continente ficavam as terras dedicadas ao pastoreio e pecuria, que proporcionavam a carne para os trabalhadores: "No Jardim jamais se mataram animais".

"No centro da pennsula do den estava o belo templo de pedra do Pai Universal, o santurio sagrado do Jardim". Ao norte ficavam os prdios administrativos e ao sul as casas dos trabalhadores e suas famlias. A oeste foram mais tarde construdas as escolas. No "Leste do den" foram edificados os domiclios do Filho Material e de seus descendentes imediatos. "Os planos arquitetnicos reservavam casas e terras suficientes para um milho de seres humanos". Em cerca de 80 anos de formidvel trabalho, Van e madon j haviam completado os 25% essenciais dos planos, com milhares de quilmetros de canais de irrigao e drenagem, quase 20 mil quilmetros de passagens e caminhos pavimentados, mais de 5 mil construes de tijolos nos diversos setores e um nmero incontvel de rvores e plantas. Deixaram os restantes trs quartos para concluir na presena mesma dos Filhos Materiais. "Jamais, antes nem depois, abrigou Urntia uma exibio to bela e completa de horticultura e agricultura".

A "rvore da Vida"

A "rvore da Vida" que havia prolongado a existncia de Van, madon e seus associados por mais de 150 mil anos foi plantada no centro do Templo do Pai, pois Ado e Eva tambm necessitariam de seus frutos e folhas para a imortalidade fsica. Originria da capital da Constelao, ela cresce tambm nas capitais dos universos locais e super-universos, bem como nos Mundos Perfeitos de Havona, mas no existe nas capitais dos sistemas planetrios. "Esta super-planta armazena certas energias espaciais que servem de antdoto contra os elementos que produzem o envelhecimento na existncia animal". Para os seres humanos evolutivos e para os rebeldes desligados dos circuitos vitais do sistema seu efeito era nulo. Quando Ado e Eva deixaram o Jardim no lhes foi permitido levar mudas da rvore, pois haviam descido condio de humanos mortais.

Ado e Eva

Os Filhos Materiais chegaram a Urntia h cerca de 38.000 anos, por transporte serfico. Pousaram suavemente e sem aviso ao lado do Templo do Pai Universal, dentro do qual se desenvolveu durante dez dias o processo de rematerializao de seus corpos de natureza humana dual, programados para a imortalidade. Seu nmero de ordem era 14.311, da Terceira Srie Fsica de Jersem e tinham 2,5 metros de altura com perfeitas propores. Haviam sido professores na escola de cidadania da capital de Satnia e tambm l, nos 15 mil anos anteriores, haviam dirigido a Diviso de Aplicao da Energia Experimental para a Modificao das Formas de Vida. J tinham 100 descendentes ao deixar Jersem, todos prestando servios Criao.

Ao despertarem no Templo do Pai, receberam as boas-vindas de Van e madon, heris que conheciam pelo renome, e de uma "imponente multido reunida para receb-los". O idioma do Jardim era o dialeto andnico falado por madon, que juntamente com Van havia criado um novo alfabeto de 24 letras. Ado e Eva falavam e escreviam perfeitamente esse dialeto, estudado ainda em Jersem. Era grande o jbilo no den, aps tantos anos de trabalho rduo e ansiosa expectativa por esse momento. Os pombos-correio de centenas de colnias fiis haviam sido soltos para levar a grande notcia, depois de criados por anos a fio para essa ocasio.

Ao meio-dia de seu primeiro dia aps despertarem, Ado e Eva receberam, em cerimnia solene, a chefia do Governo da Terra, antes a cargo de Van e dos Sndicos Melquisedeques. Prestaram juramento de fidelidade a Micael de Nebadn e aos Altssimos de Norlatiadeque. "Em seguida se escutou a proclamao dos Arcanjos e a voz de Gabriel decretou, por transmisso, o segundo julgamento de Urntia e a ressurreio dos sobreviventes adormecidos da segunda dispensao de graa e perdo no planeta 606 de Satnia."

A Partida de Van e dos Sndicos Melquisedeques

Milhares de membros das tribos vizinhas em pouco tempo passaram a aceitar os ensinamentos de Van e madon e vieram ao den para dar boas-vindas ao casal e prestar homenagem ao Pai Invisvel. Depois de sete anos Van, madon e os Sndicos Melquisedeques partiram para Jersem e deixaram a conduo dos assuntos planetrios exclusivamente com o casal, durante 117 anos antes da falta. Nesse perodo lhes nasceram 32 filhas mais 31 filhos, cujos descendentes em trs geraes perfizeram com eles o total de 1.649 moradores do den de pura raa violeta. Todos eles se alimentavam uma vez por dia, pouco depois do meio-dia, de frutas, nozes e cereais sem cozimento.

Os corpos do casal (e apenas os deles) irradiavam noite uma luz trmula que muito impressionava os nativos. Vestidos com uma capa feita dos txteis confeccionados desde os tempos de Dalamtia (tcnica preservada por Van e madon), restava apenas o brilho em volta de suas cabeas. Da vem a explicao para a aurola que se costuma acrescentar em volta das cabeas de santos e anjos na tradio religiosa ocidental, iniciada por Adansn.

A Educao no den

Seus filhos, netos, bisnetos e trinetos estudavam pelos mtodos educacionais de Jersem adaptados realidade local. Recebiam instruo sobre: "1) a sade e o cuidado do corpo; 2) as normas do trato social; 3) a relao dos direitos do indivduo com os do grupo e as obrigaes comunitrias; 4) a histria e a cultura das diversas raas da Terra; 5) os mtodos para avanar e melhorar o comrcio mundial; 6) a coordenao de deveres e emoes contrapostos; e 7) o cultivo dos jogos, do humor e alternativas competitivas luta fsica." A educao religiosa e sexual incumbia apenas aos pais.

As leis do den foram promulgadas de acordo com os cdigos mais antigos de Dalamtia, inclusive os "sete mandamentos do regime moral supremo." Ao meio-dia se praticava uma adorao pblica e ao entardecer, a familiar. Ado ensinou que "a orao efetiva tem de ser totalmente pessoal e tem de ser o desejo da alma." Porm os edenitas continuaram a usar as frmulas herdadas da Cidade Planetria. Ele tambm tentou substituir os sacrifcios animais por oferendas de frutos da terra, mas tampouco conseguiu muito progresso nesse campo. Os autores nos consideram muitas vezes teimosos (a "dura cerviz" do Antigo Testamento) e intricadamente variveis em nossos estados d'alma.

A Insdia de Caligstia e o Erro de Eva

Passado mais de um sculo, os Filhos Materiais se sentiam isolados e desalentados pela dificuldade enorme de sua misso e pelo que lhes parecia pouco progresso em tanto tempo: "s vezes quase lhes faltava a f". No plano mais importante da elevao biolgica, defrontavam-se com um problema que lhes parecia insolvel: as centenas e centenas de tribos que falavam igual nmero de dialetos no haviam procedido eliminao dos anormais e degenerados das raas humanas, e no eram receptivos a essa prtica. Em condies normais, seu primeiro trabalho teria sido a coordenao e combinao dos espcimes com potencial de sobrevivncia. Mas a realidade era que "jamais nenhum Ado do servio planetrio havia recebido um mundo mais difcil".

Para complicar a situao, o Prncipe Planetrio rebelde continuava em Urntia, opondo-se aos seus propsitos de fidelidade no cumprimento de to alta misso. Apesar de reiteradas visitas ao Jardim, Caligstia no conseguiu qualquer simpatia de Ado e Eva ou de seus descendentes para as idias que lhes apresentava. Por esse motivo decidiu atacar indiretamente, aproveitando-se das boas intenes do dirigente nodita Serapattia, lder da "mais poderosa e inteligente das tribos vizinhas". Este se aproximou de Eva e lhe conquistou a amizade e a confiana em visitas "cada vez mais ntimas e confidenciais". Em paralelo, tambm cativou Ado ao propor um programa de cooperao de sua grande tribo de noditas srios, com vistas a obter o apoio de outros grupos.

Durante mais de cinco anos o honesto Serapattia ponderou a Eva que o mundo se beneficiaria muito com o nascimento de um filho mestio da raa violeta, para conduzir seu povo em estreita cooperao com o Jardim do den. Esse projeto se foi desenvolvendo em segredo, entre ele e Eva, at o momento em que Eva concordou em avistar-se com o belo e entusiasta Cano, lder religioso dos noditas amistosos. Antes de se dar conta da gravidade do que fazia (a poligamia era corrente entre os noditas), Eva incorreu no erro fatdico de cometer adultrio contra Ado (o mandamento correspondente dizia apenas, creio eu, "no tocars a mulher de teu amigo") e conceber Caim.

Percebendo que algo estava seriamente errado, Ado chamou Eva para uma rea afastada do den e ouviu, sob a lua que brilhava, a histria completa do grande erro dela. A "voz do Jardim" que lhes falou ento, dizendo que haviam transgredido o pacto, desobedecido s instrues e faltado ao seu juramento, foi do Anjo Solnia, que escreveu quatro dos 196 documentos do "Livro de Urntia" e at hoje permanece em nosso planeta, enviando mensagens por este site e pelo www.1111progressgroup.com.

A estria da rvore do Bem e do Mal

A estria da rvore do bem e do mal, contida na Bblia, vem do fato de que, cada vez que os Filhos Materiais comiam da "rvore da Vida", o Arcanjo guardio da planta os advertia a no seguirem "as sugestes de Caligstia no sentido de combinarem o bem e o mal". A advertncia exata era a seguinte: "No dia em que combinardes o bem e o mal, vs sem dvida vos convertereis em mortais do reino; seguramente morrereis."

A Solidariedade de Ado

As instrues recebidas pelo atribulado casal rezavam que deveriam gerar 500 mil descendentes antes de comearem o processo de miscigenao com as raas locais. Foi a impacincia de Eva e Serapattia que provocou o desastre, apesar da honestidade de ambos e de Cano. Nenhum deles tinha real conscincia do que estavam a fazer. Ado "no abrigava seno compaixo e lstima por sua consorte desencaminhada". Ele amava Eva com "afeto supra-mortal" e desejava seguir o mesmo destino dela. Por esse motivo procurou, no dia seguinte, a talentosa nodita Laota, encarregada das escolas do den, e "cometeu o mesmo desatino que Eva". A professora ento concebeu Sansa.

Ao saberem do ocorrido com Eva, os habitantes do Jardim se enfureceram, atacaram de surpresa o povo nodita vizinho e no deixaram vivo um s homem, mulher ou criana. Cano foi morto nessa ocasio. Informado do massacre, Serapattia se suicidou. Ado, por sua vez, aturdido pelos terrveis acontecimentos, vagou sem rumo por um ms inteiro, correndo grave perigo, enquanto seus filhos procuravam reconfortar a me desesperada pelo massacre e pelo desaparecimento do marido. Ela no se recuperou completamente do enorme trauma enquanto viveu na Terra.

Porm Ado recobrou o auto-controle e voltou ao den para planejar o que salvar da misso to tristemente fracassada. Sua degradao ficou patente em 70 dias, quando chegaram os Sndicos Melquisedeques para assumir o controle dos assuntos mundiais. O quadro se agravou quando lhes veio a informao de que uma coalizo de noditas se preparava para atacar o den, em vingana pela tribo chacinada. Ao procurar aconselhar-se com os Melquisedeques, Ado soube que eles estavam proibidos de interferir em seus planos pessoais, embora pudessem cooperar de bom grado com o procedimento que ele escolhesse. Ele e Eva teriam de prosseguir a misso do casal sua prpria maneira.

Depois de perdido, o Jardim do den foi ocupado por noditas e outros grupos tnicos durante mais de 4.000 anos, at ser coberto pelas guas do Mediterrneo, que avanaram progressivamente por sculos, em processo estritamente natural.

A Sada do den e a Diviso da Famlia

"Ado no era amante da guerra, por conseguinte optou por deixar o primeiro jardim aos noditas, sem oposio". Levou consigo 1.200 seguidores leais, alm de seus descendentes, com animais e mudas de plantas, procura de um segundo jardim. Ao terceiro dia a caravana foi interceptada por transportes serficos de Jersem que tinham a misso de levar todos os seus descendentes menores de 20 anos, mais aqueles dentre os maiores que desejassem seguir para Edntia, como pupilos dos Altssimos, pois a capital do Sistema ainda apresentava problemas decorrentes dos danos provocados pela rebelio. Apenas um tero dos maiores decidiu ficar com os pais e enfrentar os difceis dias que viriam, entre eles o primognito danson, sem esposa nem filhos (!).

"Ningum poderia observar a dolorosa despedida desse Filho e Filha materiais de seus prprios filhos, sem se dar conta de que o caminho do transgressor duro." Gabriel apareceu para pronunciar sua sentena: Ado e Eva haviam violado o pacto de seu cargo de confiana, mas no foram declarados culpados de rebelio. Caram de seu estado superior para o de mortais humanos, devendo enfrentar as vicissitudes dessa nova condio. Estariam desligados dos circuitos vitais do sistema e proibidos de comerem da "rvore da Vida". Apesar de tudo, suas qualidades especiais os faro realizar no Segundo Jardim a herica (embora ainda desconhecida) misso reabilitante que trouxe a humanidade para o patamar em que hoje se encontra.

O Segundo Jardim

A grande caravana havia deixado o den em direo ao Leste, comeando uma viagem de mais de um ano at a Mesopotmia em que havia submergido a Cidade Planetria. Caim e Sansa nasceram durante a viagem: Eva teve um parto laborioso, que talvez lhe tenha enfraquecido o corao; Laota, contudo, faleceu durante o nascimento de Sansa, que foi ento criada como se fosse gmea de Caim. Esta filha de Ado "Casou-se com Sargn, chefe das raas azuis do norte e contribuiu para o progresso dos homens azuis daqueles tempos".

Quando souberam que se aproximava o Sumo Sacerdote do Jardim do den, as tribos que moravam entre o Tigre e o Eufrates fugiram para as montanhas ao Leste. Dessa forma se fez pacificamente a instalao dos novos moradores, que trataram de construir suas casas e organizar um 3 centro mundial de cultura e religio. Ado e sua famlia tiveram de adotar mtodos rudimentares de vida ao comearem o Segundo Jardim "com o suor de sua fronte". Mas a sua previdncia lhes assegurou as melhores condies possveis.

Caim e Abel

"Menos de dois anos depois de Caim nasceu Abel, o primeiro filho de Ado e Eva que veio luz no segundo jardim". Abel era pastor e oferecia aos sacerdotes animais de sua criao. Caim era agricultor e ofertava frutos da terra. As oferendas de Abel eram preferidas, o que provocou a inveja do irmo mais velho. Os dois brigavam sempre e Abel insistia em lembrar que Caim no era filho de seu pai. Quando tinham 20 e 18 anos, respectivamente, Abel em certa ocasio provocou o irmo a ponto de enfurec-lo e foi ento morto por ele.

Caim havia sempre rejeitado a disciplina e desprezado a religio, porm depois de matar Abel se arrependeu e pediu a Eva uma orientao espiritual. Ao desejar honestamente a ajuda divina, ganhou um Ajustador do Pensamento e, aconselhado a deixar o Jardim, dirigiu-se ao Oeste, terra de Nod, onde se casou com Remona, sua prima distante pela famlia do sacerdote Cano. "Seu primognito Enoc chegou a ser chefe dos noditas elamitas, que por centenas de anos mantiveram boas relaes com os adamitas."

A Adaptao na Mesopotmia

Ado viveu mais 415 anos e Eva 396, depois de enfrentarem "com graa e integridade" a nova situao. A prioridade para os dois, sabendo-se mortais, foi ensinar aos filhos e companheiros destes "o que sabiam sobre administrao, educao e religio". Passados os primeiros anos mais duros, todos foram esquecendo os dias de glria no den e cuidando com afinco de seu dia-a-dia, cientes da essencialidade do que faziam para as futuras geraes.

Como haviam levado consigo grandes rebanhos e alguns animais domesticados, mais centenas de bulbos e sementes de plantas e cereais, tinham grande vantagem sobre as tribos vizinhas. Criaram o terceiro alfabeto de Urntia e "lanaram as bases do que viria a ser a arte, a cincia e a literatura modernas... Mantiveram a escrita, a metalurgia, a cermica e a tecelagem, e produziram uma espcie de arquitetura que no foi superada durante milhares de anos."

Ado preocupou-se em deixar tanta descendncia quanto possvel, de acordo com o seu principal dever, a elevao biolgica. Para esse fim criou uma comisso de 12 membros, chefiada por Eva, para selecionar mulheres das tribos vizinhas que gerassem filhos seus. Um total de 1570 delas tiveram filhos e filhas que sobreviveram at a maturidade. Esses pequenos foram todos criados nas tribos de suas mes e muito contriburam para o aperfeioamento gentico de seus povos, fazendo parte da poderosa raa andita.

A Mensagem Pessoal de Micael de Nbadon

Pouco aps a chegada Mesopotmia os Filhos Materiais foram informados sobre sua nova situao espiritual. Ambos haviam recebido Monitores do Pensamento e ao morrerem poderiam seguir a carreira ao Paraso, como os humanos da Terra. Esse fato muito os encorajou na dura transio. Receberam mensagem pessoal de Micael de Nbadon, que entre expresses de amizade e consolo dizia: "Considerei as circunstncias de vossa falta, e recordei-me de que o desejo de vossos coraes sempre foi leal vontade de meu Pai, e sereis chamados do abrao do sono mortal quando eu chegue a Urntia, caso os Filhos subordinados de meu reino no os chamem antes desse momento".

Embora tivesse dvidas quanto ao seu entendimento, Ado passou a comentar com os seus mais prximos que Urntia poderia tornar-se o mais privilegiado mundo de Nebadn, ao ser escolhida por Micael para sua nica encarnao humana em todo o universo local. Aos menos ntimos sempre transmitia a certeza de que viria mais tarde um Filho Paradisaco para acelerar o progresso do planeta, possivelmente um Filho Instrutor Avonal. No soube ele, at morrer, que "o mal e o pecado em Urntia ofereceram ao Filho Criador um ambiente mais espetacular para revelar o amor, a misericrdia e a pacincia sem par do Pai Paradisaco".

A Ascenso de Ado e Eva

Ao terceiro dia da morte de Ado foi emitido um mandado de ressurreio dos sobreviventes de sua misso: foi assim feita uma dispensao de 1316 de seus associados no Jardim do den, que juntamente com ele e Eva foram repersonalizados nos Mundos de Manses de Jersem. O casal passou rapidamente pelos 7 mundos descritos anteriormente e novamente alcanou a cidadania da capital do Sistema, desta vez na condio de mortais ascendentes. Passado algum tempo, foram designados para trabalhar com os 24 conselheiros do rgo de assessoria e controle de Urntia, onde permanecem.

Como Ado havia prudentemente instrudo seus filhos sobre todos os assuntos do jardim, a transio administrativa se fez sem contratempos ao sobrevir-lhe a morte, por falncia mltipla dos rgos - Eva tinha falecido aps problemas cardacos, 19 anos antes. "Os governantes civis dos adamitas foram, por herana, os filhos do primeiro jardim." Adansn, aps alguns anos na Mesopotmia, havia partido para fundar no que viria a ser o Turquesto um centro secundrio da raa violeta, que mais tarde originou as civilizaes cretense e grega. Casado com Ratta, a ltima descendente de pura cepa (segundo ela) dos noditas, ele tambm daria origem aos quase 2.000 Seres Intermedirios Secundrios. O segundo filho de Ado e Eva no den, vason, que havia sido o principal assistente de seu pai at falecer antes dele, foi o pai de Jansad, o primeiro chefe do Segundo Jardim aps a morte de seu incomparvel fundador. Sua atuao e a de seus sucessores explicam tambm o surgimento das "primeiras" sociedades mesopotmicas da histria, apesar da falta de registro histrico, pois "no foi possvel que essa civilizao to avanada sobrevivesse na esteira da diluio prematura e submerso ulterior da herana admica".

O sacerdcio do Segundo Jardim comeou com Set, o mais velho dos sobreviventes nascidos j na Mesopotmia. Seu filho Ens fundou uma nova ordem de adorao, que se expandiu fortemente quando o seu neto Cainn "instituiu o servio exterior de missionrios para as tribos circunvizinhas prximas e distantes". O sacerdcio setita atuava de forma global nos assuntos da religio, da sade, da educao e da inspeo sanitria. Seus ministros estenderam a evangelizao at Europa e ao interior da frica, China e ao Japo - de onde saiu um bravo grupo de pouco mais de cem anditas.Viajando de ilha em ilha pelo Pacfico, em barcos pequenos, esse grupo deixou monumentos na Ilha da Pscoa e chegou ao Peru. L se miscigenou com os nativos e deu origem s dinastias Incas. Isso esclarece as dvidas acadmicas sobre diferenas genticas no estudo das populaes amerndias, com uma aparente contradio de milhares de anos entre duas origens analisadas.

Concluso

A partir da morte de Ado, a populao humana se foi desenvolvendo progressivamente, sobretudo liderada pelos povos anditas, que combinaram o sangue adamita (do povo violeta, de olhos azuis e cabelos loiros, ruivos ou castanhos) com o nodita (que compreendia os descendentes do squito corpreo infiel do Prncipe Planetrio) e o amadonita (do squito fiel), mais os andonitas (descendentes de Andn e Fonta, inclusive as seis raas de cor). Essa evoluo demogrfica da Terra uma admirvel saga magistralmente descrita em trs documentos do "Livro de Urntia" (n 78,79 e 80). O relato da misso de Maquiventa Melquisedeque em Salm, nos tempos de Abrao, permite entender a evoluo religiosa da Terra (docs. 93, 94 e 95). A Revelao contm todos os elementos para a adequada compreenso das identidades raciais e religiosas de hoje. verdade que muito nos falta para o ideal dos planetas normais da Criao, que tambm se destinam Era de Luz e Vida com uma s raa, uma s lngua e uma s religio. Porm no Livro esto todas as verdades instrumentais para nos entendermos bem e vivermos em paz permanente. Tenho certeza de que a misso do Filho Instrutor Monjronson, anunciada este ano, viabilizar um dilogo interreligioso at agora improdutivo.

Os valores mais importantes que devemos procurar compreender, por serem os que Deus mais valoriza, so a verdade, a beleza e a bondade: "A verdade a base da cincia e da filosofia, e oferece o cimento intelectual para a religio. A beleza patrocina a arte, a msica e os ritmos significativos de toda experincia humana. A bondade (amor) compreende o sentido da tica, da moralidade e da religio - o desejo de perfeio experiencial."

Braslia, 31 de julho de 2004

Esta sntese contm trechos do "Livro de Urntia", copyright da Urntia Foundation, 533 Diversey Parkway, Chicago, Illinois 60614, U.S.A . Telefone (001) (312) 248-4767 e fax (001) (312) 525-7739. E-mail www.urantia.org.

As opinies aqui expressadas so do autor, que membro da Associao Urntia do Brasil, em sincera sintonia com o escopo da Revelao.

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